Para atingir metas, contrate um Coach |
18 de Março de 2009Por Fábio Reynol - Telecurso TECProfissão importada do esporte, o coach ou treinador, é especialista em acompanhar desempenhos e direcioná-los a objetivos específicos. Quer emagrecer, aumentar suas vendas, melhorar o relacionamento com os colegas, desenvolver capacidade de liderança...? Há um profissional especializado em ajudar você a conquistar metas, sejam elas pessoais ou profissionais. O Coach (treinador, em inglês) é aquela figura dos filmes norte-americanos que orienta o atleta, comanda os seus exercícios, identifica seus pontos fracos e traça estratégias para conquistar medalhas e troféus. Foi uma questão de tempo para as pessoas adotarem o coach, visando objetivos longe do esporte e para as empresas perceberem que ali estava uma ferramenta poderosa para atingir metas e solucionar problemas. Assim nasceu o business coaching. O processo do Coaching de negócios é simples e similar ao que acontece no mundo dos esportes. Para começar, o coach faz uma primeira reunião com o cliente, chamado de ”coachee“. ”Esse encontro é mais demorado, é nele que são identificados os objetivos, traçadas as metas e estabelecidos os indicadores de sucesso“, explica a coach Fernanda Mendonça, da UP9 Desenvolvimento Humano. Segundo a profissional, os critérios de avaliação de sucesso têm que ser claros e objetivos. Se a meta é melhorar o relacionamento com os colegas, um questionário a ser respondido por eles pode dar esse retorno (feedback). Caso o coachee esteja almejando aumentar sua produtividade, um bom meio de aferir resultados seriam relatórios do tipo ”antes, durante e depois“. ”O importante é que se saiba claramente se os objetivos estão sendo atingidos“, afirma Fernanda. Para que o programa dê certo, é necessária uma sintonia entre coach e coachee, que vão se encontrar e se comunicar periodicamente. ”Se o cliente não se adapta ou se o coach percebe que as coisas não estão caminhando, qualquer uma das partes pode pedir para parar o processo ou substituir o coach“, conta Fernanda, ressaltando que a troca do treinador é uma prática comum e não tem a ver com a competência do coach ou com as capacidades do coachee, ”na maioria das vezes é uma questão de empatia, mesmo“. Não é para menos, faz parte do treinamento a confidencialidade e ninguém se abre com alguém em quem não confia ou com quem não têm afinidade. Esse sigilo é útil, segundo a profissional, especialmente aos altos executivos que não têm com quem partilhar decisões delicadas e acabam se sentindo solitários, o que aumenta o estresse da profissão. Por outro lado, esse caráter sigiloso faz muita gente confundir coaching com um processo psicoterapêutico. Fernanda esclarece, ”o coach não é psicoterapeuta, não é conselheiro, nem mentor. É um profissional que aplica ferramentas específicas para atingir determinadas metas“. O sucesso dos serviços de coaching podem ser percebidos em grandes algarismos. ”No Brasil, o número de profissionais tem crescido 300% ao ano. Nos Estados Unidos, o coaching movimentou 2,4 bilhões de dólares no ano passado.“ revela o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching® (SBC), Villela da Matta. O segredo do sucesso, segundo ele, está nas características do coaching. Primeiro, o seu trabalho é por resultado e caso ele não esteja sendo atingido dá para perceber logo nas três primeiras sessões, dando oportunidades para ajustes. Outra vantagem é o tratamento personalizado o que o faz ser mais eficiente do que os treinamentos empresariais comuns. ”Em média, 88% das informações de um treinamento não são utilizadas. No coaching, a retenção da informação é de 92%,“ garante Villela. São esses resultados, segundo ele, que a indústria e as pessoas comuns procuram quando contratam o serviço de coaching. Para os interessados em atuar como coach, as facilidades são atraentes. O curso não é demorado e após as primeiras 80 horas já é possível atuar como personal coach, modalidade que atende pessoas fora do mundo corporativo, desde estudantes que visam o vestibular, até gente que quer emagrecer, aprender a tocar um instrumento, dominar um novo idioma ou vencer a timidez, só para citar alguns exemplos. Após a experiência no personal, o profissional adquire bagagem para passar para o business coaching, que conta com cursos específicos que abordam a realidade do mundo empresarial. Para ser um coach não é necessário ter uma formação específica. Há coaches psicólogos, administradores de empresas, engenheiros, advogados, arquitetos, etc. O enorme sucesso dessa área também tem trazido alguns problemas, como o surgimento de vários cursos de coaching, muitos deles superficiais e incompletos, segundo revela Villela. ”É muito importante procurar referências e conhecer o histórico da escola antes de se matricular num curso“, alerta, ”como todo setor em franco crescimento, há no coaching pessoas mal intencionadas que fazem promessas que não podem cumprir“. O coaching é uma poderosa ferramenta para alcançar sonhos e objetivos e faz isso sistematizando os esforços e incentivando o cumprimento de metas. Basicamente, o coach auxilia o coachee a arregaçar as mangas e se aplicar em suas prioridades. Ou, como o coach Cleudo Lopes gosta de dizer aos seus clientes: ”Não somos o que falamos. Somos o que fazemos e aquilo em que acreditamos“. Confira na íntegra: clique aqui |